Cris
O que tenho visto na TV e lido em revistas é a tal da polêmica de vacinar ou não as crianças. Não falo só nas vacinas contra gripe, falo daquelas vacinas que a gente está acostumado a fazer, que previnem poliomelite, tuberculose, sarampo, este tipo de coisa. A onda agora é falar que estas vacinas podem fazer mais mal do que bem às crianças.
E não paro por aí. Ovo faz bem, ovo faz mal. Café faz bem, café faz mal. Agora o alvo é o requeijão. Faz mal, gordura demais. Lembro muito bem que há anos atrás era recomendado comer requeijão a margarina.
Andar descalço? Nem pensar! Ficar sem lavar as mãos a cada hora? Muitas bactérias!
Como diriam os Titãs, peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tubercoluse e anemia, rancor, cisticircose, caxumba, difteria, encefalite, faringite, gripe e leucemia. E o pulso ainda pulsa!
Estamos vivendo cada vez mais em bolhas. Somos pessoas bolhas preocupadas com a próxima teoria. Nos preocupamos tanto com a saúde que é disso que vamos morrer, de preocupação e estresse!
Minha avó comia e bebia de tudo e viveu 95 anos. Qual o segredo? Se houve algum, provavelmente era viver a vida mais despreocupada. Ela tinha o mundo dela e isso bastava.
Minha mãe permitia que eu tomasse banho de chuva, descalça numa rua cheia de pedregulhos. Deixava eu passar uma tarde inteirinha de verão brincando no quintal, fazendo "bolinho de barro". Meus pais fizeram uma área com areia para que eu pudesse fazer o que mais gostava, me sujar. Os nossos cachorros só eram vacinados contra a raiva e eu passava o dia brincando com eles.
E vejam só, cá estou, bem vivinha e saudável.
Acho uma lástima que tanto conhecimento nos leva a tanto isolamento. É claro que certas descobertas podem curar a aids e o câncer. Mas outras, são muito efêmeras. Mesmo assim, as seguimos, na ânsia da saúde e vida longa. Vamos vivendo cada vez mais em bolhas e dentro de regras rígidas, pois nossos corpos já não suportam mais tantos agentes agressores. É realmente uma pena...
Cris
Eu sou criativa, mas meu cérebro anda meio preguiçoso, então não fui eu quem criou esta idéia, copiei deste blog, que adoro.
A idéia é mostrar seu dia em fotos. Como meus dias são diferentes uns dos outros e alguns podem ser bem monótonos (pelo menos para fotos, pois eles passam voando), eu resolvi mostrar uma partezinha da minha semana. Muita coisa ficou de fora, muita coisa que ando fazendo, como piqueniques, aniversários e almoços, não aconteceu exatamente nesta semana de fotos. Mas que não vejo os 7 dias passarem, não vejo.
Vocês poderão notar que minha semana não tem nada de pretensão intelectual ou cultural. Apenas uma semana normal de uma pessoa normal.
Se virando para ter a casa em harmonia.


Eu preparo, eu como...

Família, amigos...



Energia matinal...




Preparando o pão nosso de cada dia...


Cris
Retirei este texto do blog da Cris, o "Tô Doida", e só tenho a dizer que o texto traduz exatamente a situação em que nos encontramos.
Eu fiquei ali, no meio do caminho, mas graças a minha mãe, que não escutou os protestos de minha professora, me ensinou a tabuada, a fazer troco e a pensar por si, não só seguindo os livros. Hoje eu sei quanto desconto eu ganho numa compra e me viro muito bem fazendo tudo "de cabeça".

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda . Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são estas.....????

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Somos a Era da Sustentabilidade

Cris
Tenho que confessar algo: tenho orelhas grandes. Nasci assim, de certo é para escutar melhor, poder colocar mais brincos, ou é um sinal de sabedoria (escutar mais do que falar).
Eu não sabia que tinha orelhas grandes até atingir a adolescência.
Na infância, minha vó (uma dentre as tantas orelhas grandes da linhagem), indignada com sua condição estética-auditiva, resolveu falar do "mal" que acomete a família, dizendo "olha só as orelhas desta menina - igual às nossas!".
Minha mãe, mais do que depressa, conseguiu mudar de assunto, antes que eu sequer pensasse nesta anatomia. Ela sempre foi da opinião que crianças não devem se preocupar com estética e beleza e sim em serem crianças. E assim fui, muito feliz.
E minha adolescência também corria com seus percalços normais, mas nada grave. No início destes anos "revoltosos", nem bonita me achava. Aliás, não pensava em beleza ou feiúra. A prova são as fotos que ficaram. Completa falta de noção de moda (vou confessar, eu até andava na moda, a moda que era ridícula mesmo), cabelos dignos dos anos 90. Não se falava muito em bulimia ou anorexia, nenhuma das meninas sofria muito com o corpo. Era a época do fio dental, mas também do sunkini (nossa, como fui capaz?), do trapézio e bermuda de coton (eca) e dos cabelos crespos (era bom fazer "suporte").
O ano era 1991, e eu estava com 17 anos, descobrindo realmente a alegria e o prazer de ser adolescente. Minha mãe já me liberava para ir às festas, já podia viajar com as amigas e ir para Porto Alegre visitar a Luana. Os meninos estavam bem atraentes aos meus olhos e eu também comecei a ressaltar meus atributos de beleza. Tudo era perfeito, uma época cujo ninguém quer sair.
Meu mundo perfeito se tornou mais real quando o Prado, meu colega de ensino médio, resolveu atormentar a vida de todos os colegas da turma. Devia ser algo como "estamos no último ano, vou fazer essas pessoas lembrarem de mim para sempre", quando o Prado e o Juliano resolveram criar apelidos para 99% da turma.
As aulas de biologia tratavam desde botância até genética e nessas tantas aulas surgiram muitos apelidos. Mutucas, macacas brancas, mongos, bocas-nervosas, Murphy, cabeção e, entre outros, orelha-de-pau (um fungo que nasce nas árvores). Eu era orelha-de-pau!
Numa tarde de terça, sem nada para fazer em casa, minha mãe passa roupa, enquanto eu e minha amiga Aline xingávamos o Prado. Foi quando tive a revelação!
"Por que será que ele me chama de orelha-de-pau?"
"Deve ser porque você tem orelha grande..."
Pausa para eu ir para a frente do espelho
"Caraca!!!!! Como eu não vi isso antes?"
"Nem é tão grande assim..."
"Mãe, por que você nunca me disse que tinha orelha grande?!?!?!?!"
O resultado da revelação foram anos de cabelos soltos e longos, no máximo presos de uma maneira que as orelhas não aparecessem.
Minha felicidade não era mais completa, afinal, alguém revelou a verdade para mim! Uma menina de orelhas grandes!
Hoje eu olho para trás e dou muita risada disso, mas enfrentar este tipo de auto-conhecimento na adolescência faz a gente sofrer um pouco. Como ser aceita neste mundo se você tem orelhas grandes?
Realmente esse mundo é muito cruel...
Cris
Basta mimá-la...
Só uns agrados mesmo para me fazer acordar cedinho, caminhar até o correio e trazer uma caixinha com fitas roxas para casa.
Ao abrir a caixa, encomendas em forma de presentinhos.

O segredo dentro dos pacotes.

Depois disso, até foi mais fácil limpar o box do banheiro, fazer almoço, lavar roupa, blá, blá, blá. E fiz tudo isso cheirosinha!
Cris
Um monte de amigos da blogosfera já haviam falado, mas nunca havia pesquisado.
Depois do fatídico caso do perfume quebrado, estava sem perfume. Convenhamos, é muito bom ficar cheirosa e macia. Eu adoro!
Fiquei pesquisando uns preços pelas lojas daqui, onde está tudo em promoção, mas mesmo assim os preços não bateram o site Strawberry.
Pelo que vi, eles fornecem para vários países. Os preços para a Austrália são bem competitivos e batem de longe as lojas físicas.
Agora estou aqui, esperando meu novo perfume, Miracle, da Lancome (um clássico, eu sei), do conforto do meu lar. Será que eles podem entregar um kit anti-quebra junto?
Ah, quase esqueci. Por ser nova cliente, vou ganhar um colar de prata com um pingente de cristais. Legal, né? É tão bom ser paparicada.
Depois eu boto aqui a foto do meu presente.
Cris
Hoje vou utilizar esse meu espaço para falar do blog do meu marido, Reflexões de um Poupador.
Ele criou este blog pelo grande interesse (diria que até paixão) por qualquer assunto relacionado a finanças e investimentos. Sendo uma pessoa metódica e objetiva, gosta de planejar e analisar sua situação financeira e utilizar isso da melhor maneira para viver uma vida plena e feliz (diga-se equilibrada), como ele mesmo descreve o blog.
Então, o blog é um diário de suas experiências, tentativas, erros, sabores e dissabores. Não é nada técnico, é leitura simples e aposto que pode ajudar a refletir sobre a maneira como encaramos o dinheiro (e como gastamos).
Se estiverem curiosos, passem lá. Se tiverem algo a compartilhar, passem lá também. Quem sabe um dia todos os investidores e poupadores do blog se reunem para um café descompromissado no Serendipity.