Cris
Retirei este texto do blog da Cris, o "Tô Doida", e só tenho a dizer que o texto traduz exatamente a situação em que nos encontramos.
Eu fiquei ali, no meio do caminho, mas graças a minha mãe, que não escutou os protestos de minha professora, me ensinou a tabuada, a fazer troco e a pensar por si, não só seguindo os livros. Hoje eu sei quanto desconto eu ganho numa compra e me viro muito bem fazendo tudo "de cabeça".

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda . Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são estas.....????

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Somos a Era da Sustentabilidade

Cris
Tenho que confessar algo: tenho orelhas grandes. Nasci assim, de certo é para escutar melhor, poder colocar mais brincos, ou é um sinal de sabedoria (escutar mais do que falar).
Eu não sabia que tinha orelhas grandes até atingir a adolescência.
Na infância, minha vó (uma dentre as tantas orelhas grandes da linhagem), indignada com sua condição estética-auditiva, resolveu falar do "mal" que acomete a família, dizendo "olha só as orelhas desta menina - igual às nossas!".
Minha mãe, mais do que depressa, conseguiu mudar de assunto, antes que eu sequer pensasse nesta anatomia. Ela sempre foi da opinião que crianças não devem se preocupar com estética e beleza e sim em serem crianças. E assim fui, muito feliz.
E minha adolescência também corria com seus percalços normais, mas nada grave. No início destes anos "revoltosos", nem bonita me achava. Aliás, não pensava em beleza ou feiúra. A prova são as fotos que ficaram. Completa falta de noção de moda (vou confessar, eu até andava na moda, a moda que era ridícula mesmo), cabelos dignos dos anos 90. Não se falava muito em bulimia ou anorexia, nenhuma das meninas sofria muito com o corpo. Era a época do fio dental, mas também do sunkini (nossa, como fui capaz?), do trapézio e bermuda de coton (eca) e dos cabelos crespos (era bom fazer "suporte").
O ano era 1991, e eu estava com 17 anos, descobrindo realmente a alegria e o prazer de ser adolescente. Minha mãe já me liberava para ir às festas, já podia viajar com as amigas e ir para Porto Alegre visitar a Luana. Os meninos estavam bem atraentes aos meus olhos e eu também comecei a ressaltar meus atributos de beleza. Tudo era perfeito, uma época cujo ninguém quer sair.
Meu mundo perfeito se tornou mais real quando o Prado, meu colega de ensino médio, resolveu atormentar a vida de todos os colegas da turma. Devia ser algo como "estamos no último ano, vou fazer essas pessoas lembrarem de mim para sempre", quando o Prado e o Juliano resolveram criar apelidos para 99% da turma.
As aulas de biologia tratavam desde botância até genética e nessas tantas aulas surgiram muitos apelidos. Mutucas, macacas brancas, mongos, bocas-nervosas, Murphy, cabeção e, entre outros, orelha-de-pau (um fungo que nasce nas árvores). Eu era orelha-de-pau!
Numa tarde de terça, sem nada para fazer em casa, minha mãe passa roupa, enquanto eu e minha amiga Aline xingávamos o Prado. Foi quando tive a revelação!
"Por que será que ele me chama de orelha-de-pau?"
"Deve ser porque você tem orelha grande..."
Pausa para eu ir para a frente do espelho
"Caraca!!!!! Como eu não vi isso antes?"
"Nem é tão grande assim..."
"Mãe, por que você nunca me disse que tinha orelha grande?!?!?!?!"
O resultado da revelação foram anos de cabelos soltos e longos, no máximo presos de uma maneira que as orelhas não aparecessem.
Minha felicidade não era mais completa, afinal, alguém revelou a verdade para mim! Uma menina de orelhas grandes!
Hoje eu olho para trás e dou muita risada disso, mas enfrentar este tipo de auto-conhecimento na adolescência faz a gente sofrer um pouco. Como ser aceita neste mundo se você tem orelhas grandes?
Realmente esse mundo é muito cruel...
Cris
Basta mimá-la...
Só uns agrados mesmo para me fazer acordar cedinho, caminhar até o correio e trazer uma caixinha com fitas roxas para casa.
Ao abrir a caixa, encomendas em forma de presentinhos.

O segredo dentro dos pacotes.

Depois disso, até foi mais fácil limpar o box do banheiro, fazer almoço, lavar roupa, blá, blá, blá. E fiz tudo isso cheirosinha!
Cris
Um monte de amigos da blogosfera já haviam falado, mas nunca havia pesquisado.
Depois do fatídico caso do perfume quebrado, estava sem perfume. Convenhamos, é muito bom ficar cheirosa e macia. Eu adoro!
Fiquei pesquisando uns preços pelas lojas daqui, onde está tudo em promoção, mas mesmo assim os preços não bateram o site Strawberry.
Pelo que vi, eles fornecem para vários países. Os preços para a Austrália são bem competitivos e batem de longe as lojas físicas.
Agora estou aqui, esperando meu novo perfume, Miracle, da Lancome (um clássico, eu sei), do conforto do meu lar. Será que eles podem entregar um kit anti-quebra junto?
Ah, quase esqueci. Por ser nova cliente, vou ganhar um colar de prata com um pingente de cristais. Legal, né? É tão bom ser paparicada.
Depois eu boto aqui a foto do meu presente.
Cris
Hoje vou utilizar esse meu espaço para falar do blog do meu marido, Reflexões de um Poupador.
Ele criou este blog pelo grande interesse (diria que até paixão) por qualquer assunto relacionado a finanças e investimentos. Sendo uma pessoa metódica e objetiva, gosta de planejar e analisar sua situação financeira e utilizar isso da melhor maneira para viver uma vida plena e feliz (diga-se equilibrada), como ele mesmo descreve o blog.
Então, o blog é um diário de suas experiências, tentativas, erros, sabores e dissabores. Não é nada técnico, é leitura simples e aposto que pode ajudar a refletir sobre a maneira como encaramos o dinheiro (e como gastamos).
Se estiverem curiosos, passem lá. Se tiverem algo a compartilhar, passem lá também. Quem sabe um dia todos os investidores e poupadores do blog se reunem para um café descompromissado no Serendipity.
Cris
Quando era criança, lá pelos anos 80 (nossa!), só os coleguinhas mais abonados tinham um desses. Ficavam se exibindo cada dia, com uma cor diferente. Diante das inúmeras combinações, era um tipo a cada dia. Eu tinha um branquinho, não dessa marca, digital...
E não é que agora eles voltaram? E eles continuam sendo objeto do meu desejo. Só que agora parecem bem mais acessíveis. Por que será?
Quando aparecer no Brasil, em maio, vou procurar uma lojinha e ver se esses coloridinhos simpáticos ficarão bem no meu braço. Estava à procura de algo mais esportivo mesmo, nada melhor do que o renascimento de um velho desejo.

Champion Troca Pulseira
Cris
... que a gente não deveria sair da cama. E, mesmo assim, não seria garantia de estar seguro!
Domingo de manhã, dormir até passar o sono, acorda, vê aquele sol lindo lá fora, decide que vai passear com o marido.
Marido pergunta o que quer de café, "cereal", respondo. Um minuto depois, escuto um barulho na cozinha e alguns palavrões. O pote de cereal caiu no chão, espalhando cereal por tudo.... Tudo bem, ainda sobrou alguns no pote (que era de plástico), então, café garantido.
Eu vou para o banheiro, procuro um creme no fundo do armário do banheiro. Nem vi o que aconteceu, só vi dois vidros se espatifando no chão. Um, um vidrinho de perfume que levava para viagens, com um splash da Victoria's Secret dentro. O outro, meu ÚNICO perfume que estava usando.
Depois de furar o dedo com um caco, o marido terminou a limpeza no banheiro.
Agora a casa toda está cheirando a Issey Miyake, A Drop of Cloud, edição LIMITADA. Chique, né?
Me bate com um gato morto na cabeça, vai...
PS.: Sobrevivemos ao resto do dia sem nenhum arranhão, até foi bem legal...